USP convoca 210 idosos para pesquisa sobre ganho de força

Homens e mulheres com mais de 65 anos, não fumantes, que não realizem dietas restritivas, não usem suplementos alimentares nem tenham feito musculação nos últimos seis meses estão convidados a participar de pesquisa que avalia benefícios do treinamento físico associado ao consumo de suplementos alimentares.

O estudo é promovido pela Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP em parceria com a Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). Intitulado Efeitos do treinamento de força e da ingestão de proteínas e aminoácidos sobre a musculatura esquelética de idosos com fragilidade, o trabalho integra o doutorado da nutricionista Ana Paula Hayashi e é orientado pelo professor Hamilton Roschel, da EEFE.

Serão convocados 210 idosos que passarão por detalhada triagem para identificar a aptidão aos critérios da pesquisa. Os candidatos serão submetidos a avaliação nutricional, exames laboratoriais e cardiológicos, como eletrocardiograma de esforço, testes funcionais (analisa a função muscular), de força e de equilíbrio, entre outros.

As avaliações serão realizadas na EEFE, situada na Cidade Universitária, no Bu – tantã, zona oeste da capital, e no Hospital das Clínicas da FMUSP, próximo à Estação Clínicas do Metrô. Com supervisão de nutricionistas, educadores físicos, médicos e farmacêutico, os idosos aprovados na triagem participarão de exercícios físicos associados ao consumo de suplementos alimentares.

Os treinos de musculação irão ocorrer na EEFE durante quatro meses, duas vezes por semana, uma hora por dia. Quedas – Durante as sessões de atividades físicas, os idosos receberão, gratuitamente, avaliações nutricional, física (composição corporal), cardiorrespirató- ria, exames laboratoriais e suplementa- ção nutricional.

“No final dos quatro meses, os exames serão repetidos para comparar os avanços no treinamento de cada participante”, informa Ana Paula.
Ela frisa que um dos benefícios será o fortalecimento muscular, que atenua ou reverte a atrofia dos músculos, característica natural do envelhecimento. Outra vantagem do trabalho é propiciar melhor qualidade de vida aos mais velhos.

“Sem as intervenções da pesquisa, é natural que quanto mais avança a idade, maior a perda da massa muscular. O resultado disso é a tendência a quedas e adoecimento”, diz a doutoranda. Ao encerrar a participação dos voluntários, eles receberão a prescrição de treino para continuidade dos exercícios em espaços públicos ou academias privadas.

Interessados devem agendar triagem pelo telefone (11) 2661-8022 ou pelo e-mail: idosousp@gmail.com.

Viviane Gomes Imprensa Oficial – Conteúdo Editorial

FacebookTwitterGoogle+WhatsAppCompartilhar