Reunião com o SSP – A culpa é da crise ou da má gestão ?

Como já era previsto, a terceira reunião ocorrida neste dia 3 de novembro entre os líderes classistas que integram o Movimento Unificado S.O.S. Segurança Pública e o secretário Mágino Alves Barbosa Filho, da Segurança Pública, foi quase uma retrospectiva das duas anteriores que aconteceram em 22 de junho e 26 de setembro.

Pautando a linha do seu discurso na obrigatoriedade de cumprimento da Lei da Responsabilidade Fiscal que, segundo ele, impossibilita que o Governo atenda as reivindicações da classe policial paulista, o secretário Mágino descartou de pronto qualquer possibilidade de atender ao item que trata da Aposentadoria Especial com integralidade e paridade de proventos, afirmando que tudo vai depender do resultado da Reforma da Previdência que está sendo discutida em Brasília, para só então o Estado de São Paulo analisar a situação com maior critério. O secretário não fez qualquer comentário ao fato de que todos aqueles que se sentiram prejudicados estão obtendo reiteradas vitórias com ações na Justiça.

No que se refere ao item II da pauta reivindicatória do Movimento que trata da recomposição das perdas salariais acumuladas no período de janeiro de 2014 a março de 2016 e que ultrapassa os 20%, o secretário afirmou que não existe a menor possibilidade de promover qualquer aumento salarial ainda neste ano, em virtude da arrecadação do Estado continuar em queda livre. “ O limite prudencial aferido a cada quatro meses piorou ainda mais”, afirmou, dizendo, entretanto, que todas as Secretarias de Estado, inclusive a de Segurança Pública, estão fazendo esforços no sentido de enxugar os gastos, com vistas a reverter esses valores para os seus servidores.

Depois de fazer um comparativo com a situação catastrófica da Polícia do Rio de Janeiro, para convencer os integrantes do Movimento sobre o quanto a Polícia Paulista está em melhor situação, pois “os policiais continuam recebendo seus salários em dia e até o 13º está garantido”, o secretário Mágino Alves disse que havendo uma melhora no cenário econômico do Estado a partir do mês de fevereiro, haverá a possibilidade do governador Geraldo Alckmin autorizar um percentual em torno de 5% de aumento para a categoria. “ É apenas um prognóstico”, disse.

Sobre a tão aguardada nomeação dos aprovados nos últimos concursos da Polícia Civil e Polícia Técnico Científica, o secretário da Segurança Pública informou que o governador Geraldo Alckmin já anunciou extraoficialmente a nomeação de pelo menos a metade dos aprovados nas diversas carreiras para este mês de novembro, portanto, acredita que nos próximos dias deverá ser divulgada a lista dos nomeados, sem no entanto, fazer qualquer referência ao percentual para cada carreira, afirmando que pretende, ainda, até o final de sua gestão abrir concursos para todas as carreiras da Polícia Civil, insistindo na necessidade de preencher 6.749 cargos vagos e não 13.913 conforme saiu publicado no Diário Oficial do Estado no último mês de abril, número esse defendido pelos líderes classistas, os quais ao final da reunião como secretario da Segurança Pública decidiram manter as ações do Movimento, começando por uma Assembleia Geral Unificada convocada para o próximo dia 8 de novembro, a partir das 16 horas, no Vão Livre do Masp, na Avenida Paulista, para a qual toda classe Policial Civil, bem como os integrantes da Polícia Técnico Científica estão sendo convocados para uma maciça participação como forma de um grande protesto com vistas a mostrarem para toda a população paulistana quem são os reais responsáveis pelo atual sucateamento das Polícias Paulistas.

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