Policiais protestam contra o desmonte da previdência

Desde as primeiras horas da manhã deste dia 15 de março, consagrado como o Dia Nacional de Paralisações e Greves em vários Estados contra as reformas da Previdência e Trabalhista propostas pelo Governo Federal, em São Paulo sindicalizados do SINTELPOL, com a presidente Gildete Amaral dos Santos e a secretaria geral, Rosely Dionizio Guido, integrando o Movimento Unificado S.O.S. Segurança Pública, estiveram presentes no ato público que aconteceu em frente a Assembleia Legislativa de São Paulo, organizado pela UPB – União dos Policiais do Brasil, movimento formado por entidades classistas das Polícias Federal e Rodoviária Federal, Polícia Civil, Polícia Técnico Científica além de entidades representativas do Sistema Penitenciário do Estado.

1Durante várias horas, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Fernando Capez e parlamentares que se posicionam contra o texto original da PEC 287/16 falaram em apoio as classes policiais, que serão, assim como todos os demais trabalhadores brasileiros, extremamente prejudicados caso a proposta de reforma da Previdência – PEC 287/16, enviada ao Congresso Nacional pelo Governo, seja aprovada com regras absurdas e desumanas existentes e que acabam com direitos legítimos e constitucionais, especialmente quando pretende eliminar de forma inconstitucional a atividade de risco prevista no artigo 40 § 4º, II da Constituição Federal.3

Conforme afirmaram todos que se manifestaram durante aquele ato público, não existe qualquer justificativa para fundamentar a alegação de que o trabalho policial não está inserido no rol de atividades consideradas perigosas e insalubres. Muito ao contrário, dados científicos comprovam que a atividade policial é uma das mais estressantes e responsável pelo alto índice de mortalidade precoce dos integrantes das Instituições tanto da Polícia Civil quanto da Polícia Federal em todo o País.

Falando em nome do Movimento S.O.S. Segurança Pública, o presidente da Federação dos Sindicatos de Servidores Públicos no Estado de São Paulo, Lineu Neves Mazano, enfatizou a extrema necessidade neste momento de muita união das classes que representam o serviço público nacional, pois segundo ele o compromisso do Governo Federal tem sido de longa data e deseja continuar sendo com o sistema financeiro internacional: “ Se observarem a proposta orçamentária que o Governo está trabalhando neste ano, 50.66% é só para pagar juros e amortização da dívida pública”, numa sangria inesgotável segundo ele, “ pois a dívida só aumenta a cada ano e o servidor, assim como todo trabalhador brasileiro não pode e não deve arcar com esse ônus”, afirmou o líder sindical que também integra a equipe de Auditoria Cidadã da Dívida Pública.

Enquanto isso, policiais civis de São Paulo, representantes do Sindicato dos Delegados de Polícia, presidente Raquel Gallinati; do Sindicato dos Peritos Criminais, presidente Eduardo Becker e da Associação dos Médicos Legistas, vice-presidente Luiz Frederico Hoppe estão também em Brasília onde, na Câmara dos Deputados, já conseguiram a adesão com mais de 200 assinaturas de deputados para o protocolo de uma emenda à PEC 287/16, com o objetivo de preservar a aposentadoria especial para os servidores da Segurança Pública conforme determina a Carta Magna.

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