Ouvidoria da Policia também em defesa da classe

O encontro foi no último dia 5 de julho, na sede da Ouvidoria da Polícia, no bairro da Bela vista, ocasião em que o SINTELPOL compareceu com a presidente e diversos diretores, além das entidades representativas dos Investigadores de Polícia e dos Agentes de Polícia. Naquele mesmo dia, no período da tarde, o ouvidor informou que ainda receberia os Médicos Legistas e Peritos Criminais.

Durante quase duas horas os líderes classistas expuseram os principais problemas que há anos vem comprometendo o bom desempenho do trabalho policial. A presidente do SINTELPOL, Nadir Toledo Guerrero, fez questão de enfatizar que desde a edição da Portaria DGP 30, de 14-11-2012, que modificou por meio de simples ato administrativo as atribuições e obrigações de todas as carreiras policiais civis, especialmente os Agentes de Telecomunicações Policial, que deveriam dedicar todo o seu conhecimento exclusivamente nos setores de Inteligência da Informação e Comunicação, estão, no entanto, em grande parte atuando em desvio de função, sendo designados para as funções de escrivães, investigadores e até para encaminhamento de presos para Audiências de Custódia, especialmente em cidades do Interior, onde a falta de integrantes das diversas carreiras é muito grande, o que segundo a líder classista causa grande prejuízo para o trabalho policial como um todo, pelo sucateamento do setor.

Depois de ouvir todos os representantes das classes policiais presentes, o Ouvidor  Benedito Mariano afirmou que a atual gestão, que teve inicio no dia 06 de fevereiro deste ano, tem como principal preocupação atual as condições de trabalho, a saúde mental e o salário dos policiais, cujo detalhamento já consta do Primeiro Relatório de Prestação de Contas deste  ano de 2018, com apresentação de propostas de aperfeiçoamento da atividade policial, sendo a principal delas  o estabelecimento de um piso estadual de salários para as Polícias de São Paulo: “ A Ouvidoria reconhece que as bases das Polícias Civil, Militar e Técnico Científica ganham muito pouco. A função policial é essencial para a atividade do Estado e esta importância, no entanto, não se expressa nos vencimentos da base dessas polícias. Apesar de São Paulo ser o Estado mais rico da Federação, seus policiais estão, em média, no 23º lugar no ranking de piso salarial brasileiro. Portanto, na proposta encaminhada para o governador Márcio França, a Ouvidoria sugere que a remuneração inicial de um policial civil, por exemplo,  passe dos atuais R$ 3.143,71 ( salário + RETP + insalubridade) para R$ 4.322,96 (salário + RETP + insalubridade), devendo também ser incorporado a esses vencimentos todas as vantagens da carreira, como os quinquênios, sexta parte e outras que porventura existam ou forem criadas”, informou o Ouvidor Benedito Domingos Mariano, esclarecendo que na sua gestão de dois anos pretende elevar o piso salarial das Polícias Paulistas para o 4º lugar do ranking nacional afirmando, por fim, ser absolutamente contra a transferência da Polícia Civil para a Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania.

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