OS MOTIVOS DA DESVALORIZAÇÃO DAS POLÍCIAS

Em épocas eleitorais é muito comum os candidatos aos vários cargos e especialmente para Governador usarem a segurança pública como principal bandeira de campanha para se elegerem, sempre com destaque para o bom desempenho das polícias. Diante desse quadro,  creio ser esse o momento propicio para cobrar dos atuais candidatos ao Palácio dos Bandeirantes o real compromisso e reconhecimento pelo muito que a Polícia Paulista tem oferecido e o quase nada que tem recebido do Governo, o qual diz reconhecer o imprescindível valor das instituições, mas, especialmente no caso da Polícia Civil, não hesita em utilizá-la como moeda de troca política.

Surge então a necessidade de decidir sobre a forma mais eficiente de se realizar as cobranças dos efetivos reconhecimentos: É evidente que as necessárias e imprescindíveis reivindicações para o aprimoramento e valorização das instituições responsáveis pela segurança pública do Estado devem ser encaminhadas pelas lideranças classistas que representam cada segmento dessas instituições. Entretanto, nesse momento surge o maior dos dilemas: Quem de fato atualmente exerce a representação classista das polícias paulistas? Enquanto a Policia Civil, desde a Constituição de 1988 passou a contar com Sindicatos representativos das classes que compõem a Instituição, a Polícia Militar até os dias atuais possui apenas Associações de Classes, as quais exercem muito mais um trabalho de Assistência Social.  

Em especial no caso da Polícia Civil Paulista, esta vive há vários anos uma aflitiva situação de desmonte. Com um efetivo muito abaixo do mínimo razoável e a qualidade de investigação e de atendimento à população cada vez mais precário. Isso sem considerar que muitas delegacias estão sucateadas, sem condições de trabalho. Com 1,8 mil aposentadorias pedidas só no ano de 2017, outras 3,2 mil que serão solicitadas neste ano e sem a necessária reposição dos quadros, tudo isso somado a uma reposição salarial de apenas 4% no início deste ano de 2018, depois de quatro anos sem qualquer reajuste, a tendência tem sido só piorar.

 Esse é, pois, o momento ideal para que policiais de todas as carreiras se unam em torno de suas entidades classistas e cobrem efetivo trabalho conjunto dessas lideranças e, principalmente, substituam aquelas que não desejarem cumprir o verdadeiro papel para o qual foram escolhidas e eleitas pela categoria e sobretudo aprendam a reconhecer  nos seus representantes classistas, reais lideres e não apenas manipuladores de suas justas causas, como se tem visto cada vez mais nos dias atuais.

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Nadir  Toledo Guerrero
Palavra da Presidente

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