Movimento Unificado busca conscientizar policiais

Dando início ao que foi deliberado na reunião semanal do dia 04 de outubro, integrantes do Movimento Unificado S.O.S. Segurança Pública percorreram unidades policiais do município de Campinas, a 97 km da Capital, no último dia 6. Foram recepções extremamente acolhedoras que deixaram visível a urgente necessidade de atenção aos policiais civis também do interior do Estado, devido a situação de abandono a que todos estão sendo submetidos nos últimos anos.

Durante todo o dia, desde as 11h00 até por volta das 17h00, os líderes classistas, Gildete Amaral dos Santos e Rosely Dionizio Guido, respectivamente presidente e secretária do Sindicato dos Trabalhadores em Telemática do Estado de São Paulo, que representa a classe dos Agentes de Telecomunicações da Polícia Civil, assim como o presidente do Sindicato dos Peritos Criminais do Estado de São Paulo, Eduardo Becker Tagliarini, estiveram reunidos com autoridades e demais policiais das diversas carreiras, desde o delegado de Polícia Seccional da Cidade, José Carneiro de Campos Rolim Neto; o delegado titular do 1º Distrito Policial, Hamilton Caviola; o chefe dos investigadores do 4º Distrito Policial, Marcelo Hayashi, encerrando a visita no Instituto de Criminalística.

Em todos os locais percorridos, os líderes classistas constataram situações de extrema precariedade, desde falta de papel higiênico nos banheiros e bebedouros sem água, até a limpeza em algumas unidades, como no 1º DP, por exemplo, sendo feita ou paga pelos próprios policiais, quando conseguem se cotizar para contratar uma faxineira quinzenalmente. Até as únicas duas máquinas de xerox e impressoras existentes deixarão de funcionar até o final do mês, em virtude do contrato de locação não ter sido renovado. A imensa dificuldade e o esforço extremo que todos os policiais civis estão fazendo para atender a demanda da Cidade em virtude do elevado número de roubos e furtos a residência registrado, está a cada dia se agravando ainda mais pelo reduzido número de policiais existentes, especialmente da carreira de escrivão de polícia, onde a média é de um a dois escrivães por delegacia, constatando-se que no 4º DP a situação vai ficar ainda pior quando os únicos três escrivães que já pediram e estão aguardando a aposentadoria se ausentarem. “ Vamos ter que fechar o Cartório”, afirmaram.

Em todas as unidades visitadas, os representantes do Movimento S.O.S. Segurança Pública procuraram enfatizar aos policiais de Campinas que eles não estão sozinhos e que todas as irregularidades constatadas serão levadas ao conhecimento do Secretário da Segurança Pública, Mágino Alves Barbosa Filho durante a próxima reunião já agendada para o dia 3 de novembro, quando as lideranças aguardam receber respostas positivas sobre os três itens da pauta de reivindicações entregues ao secretário desde o primeiro encontro, em 22 de junho, sob pena de haver o recrudescimento das ações programadas pelo Movimento. Os líderes classistas deixaram claro aos policiais civis de Campinas, assim como pretendem fazer em todas as unidades policiais da Capital e do Interior a serem visitadas nas próximas semanas, que é de extrema importância que todos os policiais civis, de todas as carreiras, estejam conscientes da necessidade de absoluta união da classe, nesse momento em que é possível vislumbrar de uma forma muito clara a intenção do Governo Estadual efetivar mudanças estruturais nas instituições policiais, com vistas a encontrar apenas o equilíbrio orçamentário para as contas do Estado, sem a menor preocupação com a situação atual e futura dos policiais civis paulistas.

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