Movimento S.O.S. se reune pela segunda vez com secretário da segurança pública

Depois de três meses do primeiro encontro, os líderes das nove entidades classistas que compõem o Movimento Unificado S.O.S. Segurança Pública estiveram reunidos mais uma vez com o Secretário Mágino Alves Barbosa Filho, durante um encontro de aproximadamente duas horas na sede da Secretaria da Segurança Pública.

Durante as várias manifestações dos diversos representantes de classes tanto da Polícia Civil como da Polícia Técnico Científica, com a apresentação feita pelo presidente da Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos no Estado de São Paulo – FESSP-ESP, Lineu Neves Mazano, ficou muito claro que não houve avanços nas negociações referentes a pauta de reivindicações entregues ao secretário na primeira reunião, ocorrida em 22 de junho, pois o Chefe das Polícias Paulistas deixou claro que não obstante a preocupação do Governador Geraldo Alckmin com a situação dos policiais paulistas, permanece o grande entrave alegado naquela reunião de junho, ou seja, a obrigatoriedade do cumprimento da Lei de responsabilidade Fiscal: “ Não podemos de forma alguma ultrapassar o limite prudencial estabelecido na lei, que por sua vez está diretamente ligado a arrecadação do Estado que só está caindo a cada mês”, justificou o Secretário da Segurança, afirmando que apesar do Governo estar percebendo um aumento da confiança da população na saída da profunda crise que o País mergulhou nos últimos anos “essa melhora ainda não se refletiu de forma concreta, não sendo possível avaliar se vamos conseguir superar essa crise nos próximos dois anos”, arrematou o Secretário Mágino, num discurso muito semelhante àquele proferido durante o primeiro encontro.

Aumenta a pressão
Ao perceberem que nenhum avanço ocorrera desde a entrega da pauta reivindicatória, no mês de junho, o porta-voz do Movimento para aquele ato, o perito criminal Eduardo Becker Tagliarini, presidente do Sindicato dos Peritos Criminais do Estado de São Paulo fez a entrega de Ofício assinado por todos os líderes classistas que integram o Movimento, no qual solicitam a intermediação do Secretário da Segurança para o agendamento de uma audiência entre o Governador Geraldo Alckmin e os representantes classistas que integram o Movimento para que haja a oportunidade de serem expostos os principais e mais urgentes problemas que afligem a categoria, com vistas ao encontro de rápidas soluções.

Após analisar o conteúdo do pedido, o secretário se comprometeu em levar ao conhecimento do Governador o pleito das lideranças do Movimento, observando, entretanto que o Governador tem uma agenda muito apertada a ser cumprida e portanto prefere delegar aos Secretários de Estado os contatos pessoais com as Entidades Representantes de Classes dos Servidores Públicos, adiantando, ainda, que dos três itens apresentados como prioridade para a Segurança Pública, acredita que a mais viável no momento é a nomeação de pelo menos parte dos aprovados e remanescentes de concursos para as várias carreiras da Polícia Civil e Polícia Técnico Científica, tudo, segundo ele, ainda neste ano, após o Governo encontrar um equilíbrio orçamentário para realizar essas nomeações. Quanto ao segundo item da pauta, que trata da recomposição das perdas salariais, o secretário avaliou como sendo uma questão muito mais delicada, pois segundo ele, a preocupação maior do Governo de São Paulo hoje é manter o pagamento da folha dos seus servidores em dia, enquanto a maioria dos Estados estão parcelando salários e muitos sequer estão pagando.

Após demonstrar boa vontade em manter o diálogo aberto com as lideranças classistas, atendendo pedido dos representantes do Movimento, o secretário Mágino Alves solicitou à sua assessoria que agendasse um próximo encontro dentro de um prazo máximo de 30 dias, quando espera poder dar melhores notícias aos policiais de São Paulo, por meio de seus legítimos representantes. “Vocês sempre terão livre acesso ao meu gabinete desde que haja respeito e compreensão do delicado momento que devemos atravessar juntos”, finalizou.

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