A LUTA EM DEFESA DO SERVIDOR PÚBLICO

A presidente do SINTELPOL, Rosely Dionizio Guido Vallim participou na tarde deste dia 17 de outubro de ato na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Juntamente com dezenas de outras entidades de classes representativas do serviço público estadual, para barrar a aprovação do Projeto de Lei 920/2017.

Foram mais de três horas de intensas manifestações que se iniciaram por volta das 14 horas quando as lideranças classistas se reuniram com o Colégio de Líderes daquela Casa Legislativa, com o objetivo de convence-los a abrir um processo de negociação com os representantes da base do Governo, com vistas a impedir a aprovação do Projeto de Lei 920/2017 enviado pelo governador Geraldo Alckmin  à Assembleia Legislativa de São Paulo e que prevê a limitação das despesas primárias por dois anos. Na prática, a medida limita os investimentos em saúde, educação, segurança e demais serviços, prejudicando toda a população paulista, em especial os mais pobres que dependem da rede de serviços públicos.

A LUTA EM DEFESA DO SERVIDOR PÚBLICOPela proposta enviada, o governo paulista só poderá aumentar os investimentos de acordo com a inflação do ano anterior. Para as centrais sindicais e parlamentares de oposição, a iniciativa é similar à adotada pelo presidente Temer com a PEC do Teto, que congelou os investimentos públicos por 20 anos.

Ao final da reunião, o máximo que os líderes classistas obtiveram daquele encontro, onde o Governo mantem majoritária bancada, foi o compromisso dos parlamentares de fazer o projeto tramitar por todas as comissões, sem qualquer pedido de urgência. Se comprometeram, ainda, realizar uma audiência pública no próximo dia 26, às 14 horas, com a participação de todos os Secretários de Estado para discutirem o projeto. Para a presidente Rosely Guido, esses são sinais, mesmo que pequenos, de esperança para a categoria: “ O fato da base do Governo recuar da urgência de tramitação e apontar para audiência pública é mais um sinal de devemos manter mais do que nunca a união  para conseguirmos a retirada definitiva desse projeto da Assembleia, pois o governador Geraldo Alckmin não tem o direito de querer reorganizar as dívidas do Estado junto ao Governo Federal com o sacrifício de mais de 1.300 milhão de servidores públicos no Estado de São Paulo, quando a verdade é que faltou competência de gestão para cobrar mais de 40 bilhões que o Estado deixou de arrecadar de grandes empresas nesses últimos anos”.

Segundo a presidente do SINTELPOL, a proposta significa um aprofundamento da precarização dos serviços básicos. “É lamentável que o Estado mais rico da federação aponte para o conjunto da população este congelamento, o que vai trazer prejuízo nos atendimentos de serviços oferecidos e que são pagos pelo próprio povo”, afirma a dirigente sindical, afirmando que a segurança pública será uma das áreas ainda mais afetadas em consequência do sucateamento que já vem sofrendo nos últimos anos. “ Em sendo aprovada essa medida vai impactar diretamente o servidor policial civil, pois aprofundará o arrocho salarial ao qual já esta submetido nos últimos três anos sem qualquer reajuste e nem ao menos o obrigatório repasse da inflação do período”.WhatsApp Image 2017-10-18 at 09.17.33

Pelos corredores era possível ouvir palavras de ordem de que os servidores “não vão aceitar a retirada de direitos” enquanto as centenas de participantes caminhavam em direção ao auditório Franco Montoro, onde realizaram uma grande Plenária dos presentes para decidir os próximos passos do movimento.

Após diversas manifestações de líderes sindicais e deputados apoiadores do movimento, todos da base de oposição ao Governo, por votação unânime, ficou decidido o próximo ato para o próximo dia 27 de outubro, a partir das 16 horas, quando todos os servidores públicos estaduais serão convocados pelas suas bases sindicais para comparecerem  em frente ao escritório da Presidência da República, na Avenida Paulista, 2.163, área central da cidade.

A presidente do SINTELPOL ao convocar a participação da classe policial civil para o próximo dia 27 lembra que esse projeto de lei chega em uma conjuntura na qual os serviços públicos estaduais sofrem com o sucateamento, “os servidores da nossa Polícia Civil estão convocados a comparecerem no próximo dia 27, inicialmente às 13 horas, em frente ao prédio do Palácio da Polícia, na Rua Brigadeiro Tobias, de onde sairemos em passeata até a Avenida Paulista onde nos encontraremos com os demais servidores das outras Secretarias, para todos juntos impedirmos esse acordo que esta sendo entabulado entre os Governos Federal, Estadual e Municipal para impor ao servidor público o ônus de pagar a conta da incompetência e malversação do dinheiro público, com a completa desvalorização do servidor público”, concluiu a líder sindical da área da Segurança Pública.

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