GOVERNADOR PAULISTA DECEPCIONA POLICIAIS CIVIS

A partir da publicação da Resolução SSP-52, de 28-05-2018, a grande maioria de policiais civis de São Paulo que aguardava o reconhecimento do atual governador Márcio França (PSB) depois de anos de decepção com Geraldo Alckmin (PSDB), atualmente pré-candidato à presidência da República, acreditam  que a Instituição Polícia Civil está com os dias contados.

Juntando-se a decepção dessa maioria, o SINTELPOL lança nesse momento o seu grito de protesto pela forma, como mais uma vez, as classes policiais civis operacionais estão sendo desprestigiadas pelo Governo, pois, não obstante o governador Márcio França afirmar em reunião ocorrida no Palácio dos Bandeirantes, no dia 15 de maio, que um Grupo de Trabalho seria formado também por representantes das entidades classistas, dentre outras autoridades, com o objetivo de apresentar sugestões pertinentes a cada carreira, com vistas a uma concreta  valorização da instituição como um todo, em virtude da provável mudança da Secretaria de Segurança Pública para a Secretaria da Justiça, não é o que a recente Resolução SSP-52 demonstra, ao indicar como representantes para composição do referido Grupo de Trabalho instituído pelo Decreto nº 63.420, de 24-05-2018,  apenas dois Delegados de Polícia  como representantes  da Polícia Civil do Estado de São Paulo, no inciso  III e como representante das Entidades de Classes no inciso VI, além de outras autoridades representantes da Secretaria da Segurança Pública; da Superintendência da Polícia Técnico-Científica e sua respectiva Entidade de Classe; da Polícia Militar do Estado de São Paulo e sua Entidade de Classe.

Com essa iniciativa, o governador Márcio França não leva em consideração que a instituição Polícia Civil não é constituída apenas da carreira de Delegado de Polícia, mas sim de outras treze, as quais possuem suas peculiaridades e especialmente nos dias atuais nunca foi tão óbvio que a solução para a segurança pública de São Paulo deve passar pela inteligência e competência técnica dos seus profissionais, além de medidas de modernização dos sistemas de informações, conhecimentos esses que só podem ser disponibilizados pelos operacionais de cada área e que devem, por meio de uma reestruturação séria das carreiras, proporcionar uma reforma adequada e que contemple a qualificação técnica, científica e de inteligência dos integrantes de cada carreira. Da maneira como está sendo imposta, entretanto, a sensação de todos é que a Polícia Civil, ao contrário da co-irmã Polícia Militar continuará tendo, como sempre, um quase nada de reconhecimento por parte desse Governo, que deseja ser reeleito, mas ainda considera a grande parte dos seus integrantes, das demais carreiras, mais uma vez como “restopol”, e que não merecem ter voz ativa diante da necessária mudança que certamente deverá acontecer até o final deste ano.

 

 

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