Exposição do Palácio das Indústrias ao Catavento

Os visitantes do Museu Catavento podem conhecer, por meio de fotografias e pinturas, as transformações ocorridas na paisagem urbana da Várzea do Carmo e a arquitetura do Palácio das Indústrias, sua construção e seus diversos usos ao longo da história

A exposição Do Palácio das Indústrias ao Catavento foi preparada pela equipe do Educativo do Museu, que já possuía farto material para o desenvolvimento da Visita Histórica. A equipe de design e manutenção do museu construiu maquetes táteis da planta e da fachada do edifício para completar a exposição, que celebra o centenário da primeira mostra realizada no Palácio. Mapa atual das avenidas da cidade e outros dos anos 1810 e 1930 podem ser comparados às pinturas da época realizadas por Ar naud Julien Pallière (1784-1862), no ano de 1821; Debret (1768-1848), no ano de 1827; e Benedito Calixto (1853-1927), que retratou a inundação da Várzea do Carmo, em 1892. A arquitetura do Palácio das Indústrias, atual sede do Museu Cata vento, também é destaque na mostra. Construído entre 1911 e 1924, quando São Paulo tinha apenas cerca de 100 mil habitantes, é resultado de projeto do arquiteto Domeziano Rossi (1865- -1920), sócio do escritório técnico de Ramos de Azevedo.

A ideia era criar um palácio que abrigasse exposições agroindustriais e representasse a força econômica de São Paulo, no início do século 20. As exposições foram realizadas entre 1917 e a década de 1930. Detalhes da fachada revelam elementos que representam a arquitetura eclética adotada. Ricardo Pisanelli, arquiteto e gerente de conteúdo do Museu Catavento, destaca construções acasteladas que eram símbolos de fortalezas medievais da Tos cana e até um carro de boi no topo do prédio, o qual simboliza o transporte de produtos agrícolas. A região do Palácio era o local de chegada e saída de pessoas e mercadorias, tanto para o litoral quanto para o interior. “Há ornamentos que remetem aos palácios da renascença italiana, personagens da mitologia e quatro cúpulas de vidro concebidas para serem faróis com energia elétrica que ainda não existia na cidade numa alusão à modernidade”, explica Pisanelli. Ele acrescenta que o maior símbolo do ecletismo é uma quimera instalada na torre principal. Pela mitologia grega, é uma espécie de dragão com cabeça de leão, corpo de lagarto e cauda de serpente. Usos diversos – As mudanças políticas e econômicas geradas pela crise de 1929, da Revolução de 1932 e de novos planos urbanos para a área resultaram em mudanças na utilização do Palácio. O prédio chegou a ser sede da Assembleia Legislativa, da Polícia Civil e da Prefeitura. Na mostra, é possível ver imagens das reformas e transformações do espaço até se tornar o Museu Catavento, inaugurado em 2009, um dos mais visitados no território paulista.

Regina Amábile Imprensa Oficial – Conteúdo Editorial

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