EM DEFESA DO TRABALHO POLICIAL

Dando prosseguimento as novas diretrizes do SINTELPOL de exercer suas atividades com a participação mais próxima e ativa dos seus sindicalizados, a presidente Rosely Dionizio Guido Vallim e a secretária geral, Nadir Aparecida de Toledo Guerrero, com demais integrantes da equipe, estiveram no último dia 5 de setembro, em visita a unidades policiais do Interior de São Paulo, iniciando por municípios da região de Ribeirão Preto, localizada a 316 km a nordeste do Estado de São Paulo.

A primeira unidade policial a ser visitada foi a Delegacia de Polícia de Pontal, localizada a 37,2 km de Ribeirão Preto e com uma população estimada em mais de 40 mil habitantes. Uma cidade aparentemente  tranquila, mas que surpreendeu a presidente e equipe do SINTELPOL pela precariedade da única delegacia da região, que ocupa uma instalação extremamente insalubre, onde anteriormente era uma cadeia pública. Um casarão ao estilo de uma igreja interiorana, localizada numa praça central da Cidade, sem qualquer segurança e que já foi alvo de ladrões por várias vezes, os quais invadiram o local quando a unidade estava fechada e furtaram objetos de propriedade pessoal dos policias e até uma moto que havia sido apreendida. Não existe sequer um muro para proteger o prédio, completamente vulnerável.

Apesar de ser uma unidade policial classificada como de 2ª classe, e que deveria, portanto, permanecer em atividade 24 horas por dia, não é o que geralmente acontece, tendo que ser fechada em várias ocasiões por absoluta falta de policiais civis, quando em diligências, pois atualmente conta com o inacreditável número de apenas cinco policiais, sendo dois investigadores, um escrivão e dois agentes de telecomunicações que são obrigados a acumular funções também de investigador e escrivão para dar conta dos 137 inquéritos atualmente em andamento, escolta de presos e atendimento ao público. Segundo uma única policial presente no local no dia da visita, a situação só não é ainda pior, porque contam com ajuda de três funcionárias da Prefeitura local e em situações mais extremas como escolta de presos, com a boa vontade de policiais militares que acabam se dispondo a ajudar, em solidariedade aos colegas da Policia Civil.

Segundo o único delegado responsável pela delegacia de Pontal e que também responde pela delegacia de Pradópolis, a 46,7 km de distância, Carlos Donizette Nogueira, mais do que um policial, hoje sua principal função é de gerenciador de crises, em virtude da inegável defasagem de funcionários para dar vazão ao trabalho existe com um mínimo de qualidade, afirmando que não precisaria utilizar de servidores que não pertencem aos quadros policiais, no caso as três funcionárias da Prefeitura, que atuam no atendimento ao público e montagem de inquéritos, se dispusesse de uma equipe de policiais completa. “ Hoje, por mais que eu procure estimula-los, pedindo calma e a confiança em dias melhores, todos os cinco policiais civis lotados nesta unidade querem ir embora daqui”, afirmou a autoridade que espera receber mais policiais, a partir da conclusão do curso se formação dos concursados que ainda estão na Academia de Polícia, especialmente escrivães e investigadores.

EM BUSCA DE SOLUÇÃO

Buscando colaborar com vistas a aliviar a tensão dos policiais da Delegacia de Pontal, a presidente Rosely Guido e equipe foram em busca de apoio do Delegado Seccional de Sertãozinho, a quem a Delegacia de Pontal é subordinada.

Depois de serem recepcionadas com muita atenção pelo Delegado Seccional, Cláudio José Ottoboni, as líderes classistas do SINTELPOL procuraram demonstrar toda a falta de estrutura material e humana existente na Delegacia de Pontal, especialmente em relação aos Agentes de Telecomunicações que muito além de suas funções que deveriam estar adstritas tão somente aos trabalhos relacionados às comunicações e informações, conforme a doutrina de Inteligência da Polícia Civil, são obrigados, entretanto, a exercerem funções absolutamente alheias as suas atribuições legais, como escrivão e investigador por exemplo e inclusive até mesmo a higiene do local, por falta de pessoal para o regular serviço de limpeza e manutenção do prédio, com aparentes infiltrações sugerindo um cenário de completo abandono.  

O Delegado Seccional afirmou estar ciente de toda a situação e consciente das necessidades informando, entretanto, que a solução só poderia ser apresentada pelo diretor do Deinter 3, responsável pela designação e remanejamento de policiais necessários para todas as unidades policiais dos 93 municípios localizados a partir da região central de Ribeirão Preto até o extremo norte do Estado, distribuídos nas áreas territoriais das Delegacias Seccionais de Polícia de Ribeirão Preto, Araraquara, Barretos, Bebedouro, Franca, São Carlos, São Joaquim da Barra e Sertãozinho, numa extensão territorial de mais de 39 mil km2 e uma população de mais de 4 milhões de habitantes.

Sem pensar duas vezes, a equipe do SINTELPOL rumou para o Deinter 3, localizado na região central de Ribeirão Preto ( Rua São Sebastião, 1.339), onde a presidente Rosely e a diretora Nadir foram recebidas  pelo diretor João Osinski Júnior, o qual, a priori disse que a exceção do próprio Deinter 3, que está com sua equipe completa, as 165 unidades policiais que compõem aquele Deinter 3, além de 35 Delegacias Especializadas e 06 Núcleos Especiais Criminais, instalados nas Delegacias nas Seccionais de Polícia de Ribeirão Preto, Araraquara, Barretos, Bebedouro, Franca e Sertãozinho, a grande maioria se encontra com equipes desfalcadas por falta de pessoal. “ Os pedidos de remoções e de falta de pessoal são diários, e eu procuro atender na medida do possível, desde que haja sempre respeito à hierarquia, porque eu considero que o policial não pode trabalhar apenas onde deseja, mas sempre onde sua presença é necessária e esse é o meu trabalho, ou seja, promover a execução , nas respectivas áreas de atuação, das atividades de polícia judiciária, administrativa e preventiva especializada”, buscando, entretanto, conciliar a necessidade dos serviços e do policial com vistas a um resultado sempre positivo, cujo principal beneficiário desse importante serviço público deverá ser sempre a sociedade como um todo.

Ao final do encontro com o diretor do Deinter 3, o mesmo fez questão de apresentar as sindicalistas aos Agentes de Telecomunicações que atuam no Cepol do Deinter, e que por melhor operacionalidade dos trabalhos, tendo em vista a defasagem de pessoal decorrente de reiteradas aposentadorias e não reposição de pessoal, o diretor Osinski foi obrigado a unificar o Cepol da Delegacia  Seccional daquele município de Ribeirão Preto, com o Cepol do Deinter 3, formando uma única equipe atualmente composta por dez Agentes de Telecomunicações, os quais apelaram pela designação de novos profissionais para suprir a defasagem das equipes, as quais eram compostas por um total de 30 Agentes antes da unificação daqueles Centros de Comunicações e Operações da Polícia Civil do Estado de São Paulo.

Vejam as fotos:

 

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