Dia Internacional dos Serviços Públicos: SINTELPOL participa de Fórum sobre Justiça Fiscal

Em comemoração ao “Dia Internacional dos Serviços Públicos”, o nosso SINTELPOL participou neste dia 23 de junho do 1º Fórum sobre Justiça Fiscal, organizado pela Federação dos Sindicatos de Servidores Públicos no Estado de São Paulo – FESSP-ESP em parceria com o Sindicato dos Agentes Fiscais de Renda do Estado de São Paulo – SINAFRESP, atendendo a solicitação da Internacional de Serviços Públicos – ISP, indicado pela Organização das Nações Unidas (ONU). O evento aconteceu na sede da Nova Central Sindical de Trabalhadores – NCST/SP, no Centro de São Paulo, e contou com a presença de dezenas de representantes de sindicatos filiados à Federação:

Na abertura do evento, o presidente da FESSP-ESP, Lineu Neves Mazano, agradeceu a presença dos sindicatos filiados à FESSP-ESP, os quais atenderm ao chamado da entidade para debater a difícil questão da Justiça Fiscal no Serviço Público Nacional.

O Presidente da entidade anfitriã – NCST/SP, Luiz Gonçalves, falou sobre a importância do tema e as dificuldades da classe trabalhadora, ante o quadro atual, destacando as necessidade de uma ampla mobilização em torno da organização dos trabalhadores e por uma justiça fiscal que combata a desigualdade.

O Presidente da FESSP-ESP, Lineu Neves Mazano, abordou o tema “Atual Conjuntura Econômica do Brasil” destacando que a política monetária do Brasil é contrária ao alcance da Justiça Fiscal. “Vivemos num sistema onde o capital reina absoluto. Temos um Congresso Nacional, em sua maioria, com representantes do capital, então nada que for a votação – que beneficie os mais pobres e aja diretamente no intuito de acabar com as injustiças – será aceito. Precisamos de ações e propostas precisas e contundentes para mudar o Brasil”, disse Lineu, alertando, ainda, para injusta divisão do orçamento nacional e como é feito o pagamento da Dívida Pública. “Em 2016, nós tivemos um orçamento de R$ 2,572 trilhões. Desse valor, pagamos o percentual de 43,94% só de juros e amortização da Dívida Pública. Isso corresponde a mais de 1 trilhão de reais. Em contraposição, não investimos nem 10% em saúde ou educação – se somados. Como um país pode alcançar progresso e sair de uma crise pagando mais de 40% de seu orçamento em juros de uma dívida que foi contraída sem contrapartida? Não podemos permitir que isso continue a ocorrer, porém temos que ser racionais e mostrar que o Movimento Sindical está atento a esse grave problema”, destacou.

O presidente do SINAFRESP, Alfredo Maranca, segundo palestrante, falou sobre dados alarmantes que atingem o orçamento do Estado de São Paulo de forma muito violenta: “Se somarmos os valores não pagos em impostos das 100 maiores empresas do estado de São Paulo, atingiremos o valor de R$ 94 bilhões. Valor expressivo e que faz falta para o orçamento de um estado que, no momento, vive uma crise de arrecadação. Por outro lado, renúncia fiscal que o Governo de São Paulo fez, permitiu com que pesadas consequências recaíssem sobre a população paulista. O SINAFRESP investigou e denunciou o Governador na grande mídia, pois fato de tamanha relevância deveria ser debatido com a população. Após as denúncias, o Governo já teve que voltar atrás em certas medidas. Isso demonstra que o trabalho tem que ser feito até as últimas consequências”, disse Maranca, salientando que a cultura desse país é a de dar dinheiro para os bancos.

Lema Internacional: As pessoas acima do lucro

A representante da ISP, Vivian Makia, falou sobre o posicionamento da entidade internacional nos debates sobre Justiça Fiscal. “As pessoas acima do lucro. Esse tem sido o nosso lema que tentamos consolidar em cada canto do mundo que vamos. O sentido central de Justiça Fiscal é o de buscarmos formas de valorizarmos o cidadão e darmos direitos justos para cada um. A ISP está muito contente em estar aqui hoje e ver que o debate está sendo feito entre representantes de entidades que possuem, se somadas, centenas de milhares de servidores públicos em sua base. Esse é o pontapé inicial e tenho certeza que faremos mais eventos em parceria, levando o tema da Justiça Fiscal a luz ,a discussão e buscando formas de resolvermos essas adversidades”, pontuou Vivian.

A presidente do SINTELPOL, Gildete Amaral dos Santos enfatizou a importância da participação da entidade no evento, afirmando que levar ao conhecimento dos filiados da entidade esclarecimentos sobre as intenções escusas do Governo quando insiste nas reformas da Previdência e Trabalhista, sempre em detrimento do trabalhador, seja ele público ou da iniciativa privada é de fundamental importância neste momento turbulento da política nacional: “ É importante que toda a sociedade esteja engajada nesta luta para impedir essa verdadeira rapinagem nos cofres públicos e sempre visando unicamente os interesses próprios da maioria dos políticos e dos seus patrocinadores. Devemos, pois, cerrar fileiras com todas as demais entidades organizadoras e participantes deste evento com vistas ao debate construtivo e, em conjunto, buscarmos propostas de uma necessária reforma, mas que vise o avanço do bem-estar social, de forma justa”, desabafou a presidente do SINTELPOL.

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