Com a palavra os nossos sindicalizados

Desde o último dia 28 de maio a sensação de decepção e temor em relação às atitudes que estão sendo adotadas pela Administração no que se refere ao futuro da nossa Polícia Civil só tem aumentado, tendo em vista que durante a reunião com o governador Márcio França dias antes, em 15 de maio, o mesmo foi enfático ao afirmar que o Grupo de Trabalho, instituído pelo Decreto n° 63420, de 24.05.2018, seria organizado pelo Secretário da Segurança Pública, Mágino Alves Barbosa Filho, com o objetivo de apresentar sugestões pertinentes a cada carreira, em virtude da provável transferência da instituição para a Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania, com a principal finalidade de uma concreta valorização da instituição como um todo. Entretanto, não foi o que a Resolução SSP-52, editada pela Secretaria de Segurança Pública no último dia 28 de maio estabeleceu ao indicar como representantes para composição do referido Grupo de Trabalho, em seus incisos III e VI, dois Delegados de Polícia como representantes da Polícia Civil e das Entidades de Classes, como se a instituição fosse composta apenas dessa carreira única. Consta ainda da referida Resolução, autoridades representando a Secretaria da Segurança Pública; a Superintendência da Polícia Técnico-Científica e sua respectiva Entidade de Classe; a Polícia Militar e sua Entidade de Classe.

Diante desse quadro absurdo, considerando que o nosso Sindicato já havia protocolado o Oficio n° 026/2018, de 25/05/2018, atendendo o disposto no inciso VII do artigo 2° e § 3° do referido decreto n° 63420/2018, indicando, pois, as representantes do SINTELPOL para integrarem o referido Grupo de Trabalho ficaram no aguardo do desejado acatamento, sendo surpreendida no último dia 11/06/2018 com a resposta da SSP, negando a participação requerida e acrescentando que “… eventuais colaborações poderão ser remetidas aos indicados na Resolução SSP-52, de 28 de maio de 2018, publicada no Diário Oficial de 30 de maio de 2018″. 

Com mais esse ataque aos direitos líquidos e certos da classe Policial Civil do Estado de São Paulo, que vem sendo massacrada com maior ênfase desde o ano de 2008 e considerando que líderes classistas, a exemplo das entidades representativas das carreiras de investigador e de escrivão de polícia, impetraram Mandado de Segurança para reverter mais essa agressão aos direitos constitucionais das categorias que representam, creio ser o dever de todos nós, representantes classistas, fazermos o mesmo, levando até as últimas consequências as batalhas, sejam extrajudiciais ou judiciais em prol dos nossos representados vistas a mais esse confronto com o atual Governo, já marcamos uma Assembleia Geral Extraordinária para o próximo dia 21 de junho, às 15h30 com vistas a obter dos sindicalizados do SINTELPOL a decisão sobre se consideram importante a participação de representante do SINTELPOL no Grupo de Trabalho instituído pela Resolução SSP-52/2018, devendo também decidirem na mesma Assembleia, de forma fundamentada, sobre os aspectos positivos ou negativos da transferência da instituição Polícia Civil da Secretaria de Segurança Pública para a Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania a palavra, pois, os nossos sindicalizados!


Nadir  Toledo Guerrero

Palavra da Presidente

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