CHEGA!!! A POLÍCIA CIVIL EXIGE RESPEITO!

A repercussão negativa entre a maioria de policiais civis consultados sobre a anunciada transferência da Polícia Civil para a Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania, anunciada pelo governador Márcio França, com a publicação do Decreto nº 63.420, de 24/05/2018, está mais relacionada com a forma como os fatos estão acontecendo, do que propriamente aos possíveis aspectos positivos ou negativos dessa mudança.

                            Assim como a maioria, o SINTELPOL que representa a classe dos Agentes de Telecomunicações Policial também defende que qualquer mudança teria que ser de maneira transparente; pensar com números, dados reais e especialmente no papel que a Instituição desempenha. Atualmente a Polícia Civil tem vários problemas graves estruturais envolvendo vários fatores, em um contexto onde a categoria reclama de sucateamento da máquina administrativa, da estrutura física de suas instalações e principalmente da falta de servidores das diversas carreiras para atender a demanda, além da crônica desvalorização salarial da categoria.

                            Desde o anúncio do governador Márcio França de retirar a Polícia Civil da Pasta da Segurança Pública e da primeira reunião do Grupo de Trabalho, no dia 19 de junho, para elaborar as diretrizes para essa transferência, entretanto, o que se percebe é apenas um grupo de elite da Secretaria da Segurança Pública; Secretaria da Justiça e Cidadania; Delegados da Polícia Civil e Oficiais da Policia Militar decidindo em nome da grande maioria que sequer foi informada sobre em que condições ocorreria essa transferência e, portanto, gerando muita insegurança quanto ao futuro da centenária instituição. O temor, portanto, é que essa mudança gere ainda mais ineficácia e retrocesso às políticas de segurança e neste contexto, o Sindicato acredita que ao contrário de valorizar a autoestima dos seus integrantes, a Polícia Civil estará sendo lançada na vala comum dos demais servidores que já integram a Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania e, portanto, na contramão da urgente necessidade atual, que deveria ser de integrar cada vez mais as duas policias existentes, Civil e Militar, para garantir um trabalho conjunto entre a inteligência e  investigação  e o policiamento preventivo ostensivo, como única forma capaz de enfrentar em igualdade de condições a criminalidade cada vez mais organizada e violenta.  

FacebookTwitterGoogle+WhatsAppCompartilhar